
O que ver · Què veure
No centro histórico
Dins les muralles · 40.56° N 8.32° E
Alghero guarda todo o seu centro histórico dentro de um anel de muralhas do século XVI, e atravessa-se num quarto de hora. Tudo o que está nesta página fica na cidade: a catedral, as igrejas, as torres, os baluartes sobre o mar. Capo Caccia, a Gruta de Neptuno e os nuraghes chegam-se de carro e terão página própria.
Foto Mattambo / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0
Quatro cantos da cidade
- 01Dentro das muralhas8 lugares
- 02Nos baluartes4 lugares
- 03No porto1 lugares
- 04Fora das muralhas2 lugares
Tudo o que se segue está dentro de Alghero e faz-se a pé. O que fica para lá da cidade — Capo Caccia, a Gruta de Neptuno, o nuraghe de Palmavera, a necrópole de Anghelu Ruju — terá uma página só para si.
01Dentro das muralhas
Dentro das muralhas
O centro histórico é uma malha de ruelas em arenito, traçada sob os catalães e nunca alargada desde então. Quase tudo por que vale a pena parar cabe em quatro ou cinco ruas em redor da catedral: três igrejas, uma praça com história, a última porta de terra e dois museus.

Cattedrale di Santa Maria
Catedral de Santa Maria
A catedral gótico-catalã de Alghero, com a torre sineira octogonal que toda a gente fotografa dos baluartes.
Mais sobre este lugar
As obras começaram em 1530, depois de em 1503 se criar a diocese de Alghero-Bosa e a cidade ficar sem catedral. A base é gótico-catalã, pelo modelo de Santa Eulàlia em Barcelona; foi sagrada em 1593 ainda inacabada, e em 1638 chegaram o transepto e a sua cúpula octogonal. A frente que se vê da praça é bem mais tardia — um pórtico dórico de 1820 e uma fachada neoclássica de 1862 — pelo que o edifício se lê como dois séculos sobrepostos. A torre manteve a ideia catalã: fuste octogonal sob uma pirâmide de azulejo policromo.

Chiesa di San Francesco
Uma igreja franciscana do século XIV cujo claustro é o sítio mais silencioso dentro das muralhas.
Mais sobre este lugar
Os franciscanos chegaram no século XIV e a igreja foi construída em 1380, depois refeita em gótico catalão no século XV. Atrás da sacristia abre-se o claustro, em dois níveis: em baixo vinte e duas colunas de arenito, quinhentistas, e por cima uma galeria do século XVIII. No verão torna-se espaço de concertos. Na igreja, no quarto pilar da esquerda, está o Cristo à coluna em madeira que sai em procissão na Semana Santa.
LigaçõesMapaSardegnaTurismo

Chiesa di San Michele
A igreja barroca do padroeiro da cidade — e a cúpula de azulejo que virou o atalho visual de Alghero.
Mais sobre este lugar
A igreja ganhou a forma atual numa reconstrução iniciada em 1612 e passou aos jesuítas, que mantiveram um colégio ao lado até a ordem ser dissolvida em 1774 e os edifícios darem em quartel. A cúpula é o que toda a gente conhece: octogonal, sobre tambor alto, revestida por fora de azulejos policromos. Esses azulejos não são barrocos — foram desenhados por volta de 1950 por Antoni Simon Mossa, o arquiteto da Escala del Cabirol na Gruta de Neptuno, com o pintor Filippo Figari.
LigaçõesMapaSardegnaTurismo

Chiesa della Misericordia
Església de la Misericòrdia
Uma igreja pequena, fora das ruelas principais, e o ponto de partida da procissão de Sexta-Feira Santa.
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A Misericordia pertence à confraria do mesmo nome e é o coração operativo da Semana Santa alguerense, o rito que a cidade guarda na tradição catalã desde o fim do século XVI. O interior é sóbrio em comparação com a catedral, e é justamente esse o ponto: o edifício existe para uma semana por ano, quando lá dentro se encena o Desclavament — a descida da cruz — e da sua porta sai a procissão.
LigaçõesMapaFondazione Alghero

Piazza Civica
Plaça del Pou Vell
A praça principal do centro histórico, chamada pelo poço que ali havia, e a morada da história de Carlos V.
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Foi o centro cívico da Alghero catalã e ainda leva o nome catalão, Plaça del Pou Vell, praça do poço velho. Nela fica o palácio d'Albis, também conhecido como Casa de Ferrera: o edifício onde, segundo a tradição local, Carlos V parou a 7 e 8 de outubro de 1541 a caminho de Argel e se dirigiu aos habitantes com um «todos caballeros». Tome-se como relato e não como facto — o historiador Giuseppe Manno descreveu a visita com pormenor e nunca o mencionou.
LigaçõesMapaStorie di Alghero

Torre di Porta Terra
A única torre que resta das muralhas de terra, e outrora a porta que se fechava todas as noites.
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Construída no século XIV com dinheiro da comunidade judaica da cidade — daí chamar-se também Torre degli Ebrei — era originalmente a Porta Reial, a entrada principal a partir da estrada de Sassari, fechada ao anoitecer e aberta de madrugada. Quando o decreto de 1867 pôs fim ao estatuto de praça-forte e as muralhas de terra caíram, esta torre ficou sozinha de pé. Hoje alberga um posto de turismo, e na praça em redor abre no final de novembro o mercado de Natal.
Complesso Lo Quarter
Antigo colégio jesuíta, depois quartel, hoje centro cultural e principal palco de concertos e exposições.
Mais sobre este lugar
Lo Quarter deve o nome ao seu ofício mais longo: dissolvidos os jesuítas em 1774, o conjunto passou a quartel militar e assim ficou durante quase dois séculos. Restaurado e reaberto como centro cultural, é hoje por onde passa boa parte da vida pública da cidade — exposições ao longo do ano, o palco dos concertos na festa de Sant Miquel no fim de setembro e parte da temporada do JazzAlguer.
LigaçõesMapaFondazione Alghero

Museo Archeologico della Città
MASA
O museu arqueológico da cidade, que conta esta costa das aldeias nurágicas ao porto romano.
Mais sobre este lugar
O MASA abriu no centro histórico e reúne o que saiu do chão em redor de Alghero: material da aldeia nurágica de Palmavera, de Sant'Imbenia na baía de Porto Conte — onde se encontraram cerâmicas fenícias e gregas entre as mais antigas do Mediterrâneo ocidental — e da vila romana da mesma baía. É o sítio a ver antes ou depois de ir a esses locais, porque os objetos estão aqui e as paredes lá.
02Nos baluartes
Nos baluartes
As muralhas do lado do mar sobreviveram à demolição de 1867 e foram arborizadas. Hoje são o passeio da cidade — um caminho elevado sobre a água com as torres que restam, e a melhor luz de Alghero uma hora antes do pôr do sol.

Mura e bastioni
Muralhas marítimas do século XVI transformadas em passeio, e a melhor caminhada da cidade.
Mais sobre este lugar
Fernando o Católico fez de Alghero a segunda praça-forte da Sardenha no século XVI, com um anel completo de muralhas e torres. O decreto de 25 de abril de 1867 acabou com esse estatuto; as muralhas de terra foram desmanteladas, as do mar mantidas e arborizadas. O que resta é um terraço elevado sobre a água, do baluarte da Maddalena até à Torre di Sulis, com os cafés sob as muralhas e a torre da catedral às costas.

Bastione della Maddalena
O extremo norte das muralhas, onde os muros encontram o porto.
Mais sobre este lugar
O baluarte da Maddalena fecha o circuito no canto norte, onde as fortificações viram para o porto. É a ponta mais sossegada do passeio — um muro longo e baixo, algumas palmeiras e a vista para trás sobre toda a frente de mar da cidade. Uma lápide na torre recorda a estada de Garibaldi em Alghero.
LigaçõesMapaMusei di Alghero

Torre di Sulis
Torres de l'Esperó Reial
A maior torre das muralhas, seis metros de pedra entre si e o mar — e um preso que lhe deu o nome.
Mais sobre este lugar
Erguida na primeira metade do século XVI, tem muros de seis metros de espessura em três pisos, abóbadas altas sobre nervuras pesadas de pedra e uma escada de caracol a ligar os níveis. O primeiro nome foi Torre dello Sperone — Torres de l'Esperó Reial — pelo esporão da fortificação ao lado. Tornou-se Torre di Sulis no século XIX, por Vincenzo Sulis, o tribuno de Cagliari ali preso de 1799 até ao perdão de 1820. Ao lado estão dois canhões recuperados de um galeão espanhol afundado ao largo por volta de 1500.

Torre di San Giovanni
Uma torre redonda de arenito na linha das velhas muralhas, hoje espaço de exposições onde se entra.
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Parte da reorganização das defesas no século XVI, mede cerca de dez metros de diâmetro e quase sessenta de perímetro, com muros de 4,30 m de espessura. Tinha três pisos servidos por escada interior; restam dois, sob uma abóbada de berço apoiada em nervuras pesadas dispostas em raios. Ao rés do chão abriu-se uma porta nova quando caíram as muralhas em redor, e serve para exposições.
LigaçõesMapaFondazione Alghero
03No porto
No porto
A norte das muralhas a costa vira porto de trabalho: traineiras num cais, veleiros no seguinte, e os barcos que partem para as falésias de Capo Caccia. Foi aqui que durante quatro séculos entrou a frota do coral.

Porto di Alghero
Traineiras, veleiros e o cais de onde se parte para as falésias — a borda de trabalho da cidade.
Mais sobre este lugar
O porto corre para norte a partir do baluarte da Maddalena e continua a fazer dois ofícios ao mesmo tempo: frota de pesca de um lado, marina do outro. Durante quatro séculos foi aqui que os barcos do coral descarregaram, o comércio que deu nome a esta costa. Hoje é também daqui que partem os barcos para Capo Caccia e a Gruta de Neptuno — a via marítima que durante cerca de 150 anos foi o único acesso à gruta, até que em 1954 se abriu na falésia a Escala del Cabirol.
LigaçõesMapaFondazione Alghero
04Fora das muralhas
Mesmo fora das muralhas
A cidade transbordou as portas nos séculos XIX e XX. Duas coisas lá fora valem os dez minutos extra: o museu que explica por que esta costa se chama Riviera do Coral, e uma vila neomourisca no seu próprio promontório.

Museo del Corallo
Villa Costantino
O coral vermelho, aquilo que dá nome a esta costa, explicado numa vila arte nova.
Mais sobre este lugar
O museu ocupa a Villa Costantino, construída em 1927 e conservada tal como era — uma casa que é ela própria parte da exposição. Explica por que Alghero é a capital da Riviera del Corallo: o Corallium rubrum cresce nestes fundos entre os 30 e os 200 metros, foi o principal negócio da cidade do século XIV ao XVIII, e um raminho está no brasão municipal. As oficinas nas ruelas do centro histórico ainda o trabalham.

Villa Las Tronas
Uma vila neomourisca no seu pequeno promontório, a um quilómetro a sul das muralhas.
Mais sobre este lugar
Construída por volta de 1880 sobre os restos de uma antiga torre de vigia, a Villa Las Tronas foi residência de verão de Vítor Emanuel III e da rainha Elena até aos anos 1940, e é hotel desde 1961. O nome vem de dois rochedos cilíndricos por baixo, em forma de trono. Não se entra sem lá ficar hospedado, mas o promontório é público: o passeio pelo Lungomare Valencia, entre as duas enseadas que a vila separa, vale os vinte minutos desde os baluartes.
Horários e bilhetes mudam com a época e não se repetem aqui: as páginas oficiais ligadas em cada ficha têm os dados atuais. Vários destes edifícios são igrejas em uso, pelo que as visitas param durante os ofícios.
Fotos Gianni Careddu, Ottantafame, Sailko, naz84, Carlos Pino Andújar, Benoît Prieur, Basilicofresco, Alexkom000, Robert Ciekanowski, Gianfranco Mariano, Mattambo / Wikimedia Commons, CC0 / CC BY / CC BY-SA