
Passeios · Excursions
Para lá da cidade
Fora de la ciutat · 40.56° N 8.32° E
Alghero fica num canto da ilha, e é isso que faz dela uma boa base: a uma hora de carro há pontes romanas, torres pré-históricas, uma aldeia mineira abandonada sobre o mar e uma das grandes estradas costeiras de Itália. Oito passeios, ordenados pela distância a percorrer.
Foto Giorgio Galeotti / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0
Até onde se vai
- Nuraghes, tumbas e vinhas11 km
- Capo Caccia e a Gruta de Neptuno25 km
- Porto Torres37 km
- Sassari39 km
- Argentiera e o noroeste selvagem40 km
- Bosa e a estrada da costa45 km
- Stintino e La Pelosa58 km
- Castelsardo70 km
Meio diaUm dia inteiroCada barra é a distância por estrada a partir de Alghero. Clique para ir à ficha.
- Distância
- 11 km
- Tempo de carro
- 17 min
- Conte com
- Meio dia
O passeio mais curto desta página quase não sai da cidade. A um quarto de hora das muralhas, na planície calcária da Nurra, há uma torre da Idade do Bronze, uma necrópole pré-histórica escavada na rocha e a quinta que cultiva uma casta branca plantada quase em mais lado nenhum. As três cabem numa manhã e às duas está de volta à praia.
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Nuraghe Palmavera
A torre principal remonta aos séculos XV-XIV a.C., com uma aldeia à volta. Na cabana das reuniões está um modelo de nuraghe em arenito — o edifício mostrado dentro do edifício. O sítio ardeu e foi abandonado por volta do século VIII a.C.
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Necrópole de Anghelu Ruju
Trinta e oito domus de janas, tumbas talhadas na rocha entre cerca de 4000 e 1800 a.C. — a maior necrópole pré-nurágica da Sardenha. Foi encontrada por acaso em 1903, durante obras na quinta Sella & Mosca.
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Sella & Mosca
A quinta cujos operários tropeçaram nas tumbas, e a razão para pedir Torbato: uma casta branca chegada na época catalano-aragonesa e hoje plantada em menos de cem hectares, quase todos aqui.
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Le Bombarde ou Lazzaretto
As duas praias ficam uns minutos mais a oeste, por isso o circuito acaba na água. Le Bombarde desce a pique a poucos metros da margem; Lazzaretto é a menos funda das duas.
Antes de partirOs dois sítios arqueológicos são geridos em conjunto e têm bilhete combinado com a Gruta de Neptuno — vale a pena confirmar se também fizer o passeio a Capo Caccia. Ambos são ao ar livre e sem sombra, por isso vá cedo. Na adega a prova tem de ser marcada.
- Distância
- 25 km
- Tempo de carro
- 38 min
- Conte com
- Meio dia
O promontório que fecha a oeste a baía de Porto Conte, e a gruta marinha que fica por baixo. É o passeio que toda a gente faz, e vale a multidão: falésias calcárias brancas a cair a pique na água, um farol no topo e, em baixo, uma gruta cársica com um lago salgado lá dentro.
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Escala del Cabirol
654 degraus em ziguezague por 400 m ao longo de uma parede de 119 m, inaugurados em 1954 com projeto de Antoni Simon Mossa. Descer é fácil; subir em agosto não. A alternativa é o barco a partir do porto de Alghero.
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Gruta de Neptuno
A entrada fica a pouco mais de um metro acima do mar. Lá dentro está o lago Lamarmora, salgado, com cerca de 100 m de comprimento e 9 de profundidade, e a Sala della Reggia, onde as colunas chegam aos nove metros. A visita dura cerca de meia hora.
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O farol e as falésias
A estrada termina num parque de estacionamento no topo do promontório, com o farol e a vista sobre toda a costa oeste. Nestas falésias nidifica o grifo; a colónia é uma das últimas da Sardenha.
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Porto Conte
A baía atrás do promontório é parque regional e tem água muito mais calma do que a costa aberta. A praia de Mugoni, na margem interior, fica lisa quando o mistral sopra em todo o resto.
Antes de partirA gruta fecha com mar bravo e nos dias 24 e 25 de dezembro — confirme antes de ir. As entradas são à hora certa. Se preferir evitar os degraus, os barcos partem do porto de Alghero e a travessia faz parte do passeio: foi o único acesso durante cerca de 150 anos.
- Distância
- 37 km
- Tempo de carro
- 39 min
- Conte com
- Meio dia
Quarenta minutos a norte, no golfo da Asinara, está a primeira colónia romana fundada na Sardenha. A Porto Torres de hoje é um porto industrial e não faz nada para agradar, e é precisamente por isso que as duas coisas que valem a visita continuam ali, caladas, no meio.
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A ponte romana
Cento e trinta e cinco metros de calcário e traquito sobre sete arcos a atravessar o Rio Mannu, construídos para a via que descia para sul a partir da colónia. Os vãos variam com o terreno — solução de engenheiro de estradas, ainda legível.
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Palazzo di Re Barbaro
Os restos de um grande complexo termal, dentro da área arqueológica de Turris Libisonis. O nome vem da hagiografia: Barbarus é quem, segundo a tradição, mandou executar Gavino sob Diocleciano, em 304.
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Basílica de San Gavino
Uma das grandes igrejas românicas da Sardenha, singular por ter ábside nas duas extremidades e nenhuma fachada. Lá dentro, as colunas e capitéis de mármore vêm de edifícios romanos e bizantinos: a colónia reciclada na igreja erguida sobre os seus mártires.
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O ferry para a Asinara
Daqui a travessia até Cala Reale demora cerca de uma hora e um quarto. A ilha foi prisão até 1998 e é hoje parque nacional, visitada com guia; a época vai de abril a outubro.
Antes de partirA área arqueológica e o seu antiquário seguem horários de museu e em algumas épocas fecham à segunda-feira. Se a Asinara for o objetivo do dia, a travessia mais curta parte de Stintino para Fornelli — vinte minutos — e pertence ao passeio de Stintino, mais abaixo nesta página.
- Distância
- 39 km
- Tempo de carro
- 38 min
- Conte com
- Meio dia
A segunda cidade da Sardenha, a quarenta minutos para o interior, e um bicho diferente de Alghero: sem catalão, sem marginal, com universidade desde 1562 e um centro histórico denso e alto por onde a maioria dos visitantes passa de carro sem parar. Vá pelo museu e pelas praças e, se puder, vá a 14 de agosto.
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Piazza d'Italia
O coração oitocentista da cidade, com arcadas em três lados e o Palazzo della Provincia numa das frentes. É onde termina em maio a Cavalcata Sarda e onde ainda se faz o passeio ao fim da tarde.
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Museo Sanna
O museu arqueológico de todo o noroeste, e o sítio onde o material nurágico se torna uma civilização em vez de um monte de pedras. Bronzes, cerâmica e achados de locais por onde talvez tenha andado nessa manhã.
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Catedral de San Nicola
Um núcleo gótico envolvido numa fachada barroca exuberante do século XVIII — estátuas, volutas e uma rosácea, espremidas numa praça estreita onde não se consegue recuar o suficiente.
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Fontana di Rosello
Uma fonte do fim do Renascimento sob o centro histórico, alimentada por uma nascente que abasteceu Sassari durante séculos. Doze bicas, quatro estações em pedra e uma escadaria que outrora marcava o limite da cidade.
Antes de partirEstacionar no centro é difícil; na circular há parques pagos a pouca distância a pé. A 14 de agosto a Faradda di li Candareri enche o centro histórico e entrar de carro não faz sentido — apanhe o comboio em Alghero, que chega a Sassari em cerca de meia hora.
- Distância
- 40 km
- Tempo de carro
- 69 min
- Conte com
- Um dia inteiro
O canto menos visitado desta costa, e o mais estranho. Atrás das dunas a norte de Alghero fica o único lago natural da Sardenha; mais além, uma aldeia mineira abandonada ergue-se sobre uma praia, com os seus castelos de madeira ainda de pé. A estrada é lenta — conte com mais tempo do que a distância sugere.
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Lago di Baratz
O único lago natural da ilha, separado do mar por dunas de até trinta metros. Lago e sistema dunar formam em conjunto um sítio protegido; um trilho acompanha parte da margem entre sobreiros e zimbros.
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Porto Ferro
Uma praia longa de areia avermelhada entre duas torres, encostada a essas dunas. Está virada a oeste e apanha a ondulação, daí os surfistas e daí raramente estar cheia, mesmo em agosto.
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Argentiera
Extraiu-se aqui chumbo e zinco argentífero desde o final do século XIX até 1962. Resta uma aldeia de madeira e pedra junto ao mar — um dos sítios de arqueologia industrial mais notáveis da Europa, hoje museu ao ar livre.
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A lavaria
A laveria restaurada é a primeira sala do museu: fotografias históricas, lâmpadas, picaretas, pás e cestos, dispostos onde se separava o minério. Por cima, a encosta continua rasgada pelas galerias.
Antes de partirA estrada para a Argentiera é estreita e sinuosa e leva mais de uma hora apesar da distância — não a planeie como um desvio rápido. Lojas e combustível quase não existem por lá, por isso ateste em Alghero. O museu tem horários sazonais e no verão acolhe eventos.
- Distância
- 45 km
- Tempo de carro
- 53 min
- Conte com
- Um dia inteiro
A viagem conta aqui tanto como o destino. A estrada costeira a sul de Alghero corre por uns quarenta e tal quilómetros através de quase nada — sem aldeias, sem combustível, só falésias, mato e o mar muito lá em baixo — e desemboca numa vila de casas coloridas empilhadas sob um castelo, à beira de um rio.
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A própria estrada
Escolha a SP 105 costeira em vez da interior: uma hora e um quarto em vez de cinquenta minutos, e vale cada minuto. Nestas falésias nidificam grifos, muitas vezes visíveis a partir das bermas.
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Sa Costa
O bairro alto que sobe em ocre, rosa e azul, com ruelas demasiado estreitas para carros. Em setembro portas e janelas enchem-se de pequenos altares para a festa de Nostra Signora de Regnos Altos.
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Castelo Malaspina
Erguido a partir do século XII pela família Malaspina, acima da vila. Na sua capela há um ciclo de frescos do século XIV, e foi entre estas ruínas que em 1847 se encontrou a imagem que deu origem à festa de setembro.
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O Temo e Sas Conzas
Bosa fica no único rio navegável da Sardenha. Na margem oposta alinha-se uma fila de antigos curtumes, Sas Conzas, hoje monumento ao ofício que sustentou a vila antes do turismo.
Antes de partirA estrada da costa não tem bombas de combustível e em longos troços quase não há rede — ateste antes de sair de Alghero. É de facto sinuosa: se alguém no carro enjoar, faça um dos sentidos pelo interior. Bosa Marina, dois quilómetros a jusante, tem a praia.
LigaçõesMapaBosa TurismoSardegnaTurismo
- Distância
- 58 km
- Tempo de carro
- 60 min
- Conte com
- Um dia inteiro
A uma hora a norte, na ponta da península que aponta à Asinara, está a praia de que toda a gente já viu uma fotografia: areia branca, água que passa de transparente a turquesa, uma torre aragonesa num ilhéu. É também a praia mais regulada da Sardenha, e aparecer sem ter lido as regras é uma forma de perder o dia.
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La Pelosa
Rasa, luminosa e pequena — que é justamente o problema. De 15 de maio a 15 de outubro o acesso está limitado a cerca de 1.500 pessoas por dia e tem de ser reservado e pago com antecedência no site oficial.
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Porto Vecchio
A enseada estreita à volta da qual a aldeia cresceu. No fim de agosto enche-se com a frota de vela latina para a regata que ali se corre desde 1983 — os últimos barcos de Itália a conservar esse aparelho.
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MuT, o museu do atum
Stintino nasceu da pesca do atum, e o museu na antiga almadrava explica a mattanza e a cultura marítima que a acompanhava. É a resposta a por que existe sequer uma aldeia aqui.
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Asinara
O ferry de Stintino chega a Fornelli em cerca de vinte minutos. A ilha é parque nacional — antiga prisão, burros brancos, sem carros próprios — e visita-se a pé, de bicicleta ou em veículo com guia.
Antes de partirReserve La Pelosa antes de sair; na praia não há bilheteira. A esteira rígida sob a toalha é obrigatória e, à saída, é preciso lavar os pés nos postos, para que a areia fique na praia. Fora da época de reserva as regras aliviam; o estacionamento não.
- Distância
- 70 km
- Tempo de carro
- 75 min
- Conte com
- Um dia inteiro
O passeio mais distante desta página, e o que melhor sai em fotografia: uma vila empilhada sobre um rochedo à beira-mar, com um castelo dos Doria no cimo e cesteiras ainda a trabalhar nos portais em baixo. Uma hora e um quarto em cada sentido, por isso trate-o como um dia inteiro e não como uma tarde.
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Castello dei Doria
Construído no século XII pela família genovesa que também fundou Alghero. A subida pelas ruelas é íngreme; das muralhas, em dias limpos, a vista corre pela costa até à Córsega.
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Museo dell'Intreccio Mediterraneo
Dentro do castelo, um museu da fibra entrançada — o ofício por que Castelsardo é conhecida. Palmeira-anã, abrótea e junco, trabalhados em cestos por toda a Sardenha e pelo Mediterrâneo.
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O centro histórico
Ruelas em degraus, a catedral de Sant'Antonio Abate com o campanário mesmo por cima da água e a igreja de Santa Maria delle Grazie, de onde sai a procissão do Lunissanti na Semana Santa.
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Roccia dell'Elefante
Na estrada abaixo da vila, um bloco de traquito desgastado com forma de elefante, com domus de janas escavadas por dentro. É uma paragem de dois minutos e bem esquisita: pré-história dentro de uma rocha que parece uma piada.
Antes de partirCastelo e museu têm horários sazonais e a última entrada é bem antes do fecho. O centro histórico é só escadas e sem carros: estacione em baixo e suba a pé. Se estiver cá na Semana Santa, a segunda-feira a seguir a Ramos é o Lunissanti, quando as confrarias levam os Misteri desde a madrugada até à noite.
LigaçõesMapaCastello dei DoriaLunissanti
Distâncias e tempos são medidos a partir da catedral pela estrada mais rápida: são um mínimo, não uma promessa — em agosto as estradas da costa andam mais devagar. Horários e bilhetes mudam com a época; as páginas oficiais sob cada passeio têm os dados atuais. O carro facilita muito: os autocarros chegam a Sassari, Porto Torres e Bosa, mas não aos sítios arqueológicos nem à Argentiera.
Fotos Gianni Careddu, Falk2, Valentina.desantis, Dr. Thomas Liptak, Michal Osmenda, Giorgio Galeotti / Wikimedia Commons, CC BY / CC BY-SA







